Câncer de mama: o que você ainda não sabe sobre ele - Sidesc

A prevenção do câncer de mama começa pela informação e conscientização.

O câncer de mama é um tema que vem sendo abordado com grande frequência pelos veículos de comunicação nos últimos anos. Campanhas de conscientização como o Outubro Rosa, por exemplo, já integram o calendário de diversos países e causam impacto positivo na diminuição dos índices de incidência da doença.

É fato, porém, que apesar de o público estar exposto a esse assunto de forma recorrente, ainda há um bom caminho a ser trilhado até que possamos reverter o quadro atual do câncer de mama como sendo o tipo de câncer que, por todo o mundo, mais incide sobre as mulheres.

Visando contribuir com essa causa, selecionamos algumas informações-chave a respeito do câncer de mama para quem ainda não sabe muito sobre ele e também para quem já sabe, mas deseja se aprofundar.

 

O que é o câncer de mama e a quem ele afeta

Sendo ocasionado por um crescimento irregular de células mamárias do ducto mamário ou dos glóbulos mamários, o câncer de mama (ou carcinoma da mama) é um tumor maligno que se localiza na mama.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a proporção em que ele ocorre em homens e mulheres é de 1 para 100. Ou seja, com uma grande margem, ele afeta majoritariamente mulheres. No Brasil, estima-se que, para cada 100 mil mulheres, 52 terão a doença.

 

Fatores de risco para o câncer de mama

Mesmo que você não esteja vivenciando sintomas do câncer de mama, é prudente ficar atento(a) aos seguintes fatores de risco:

1) Faixa etária

Devido a alterações hormonais, mulheres que possuem entre 40 e 69 anos estão na principal zona de risco, especialmente quando passam dos 50 anos.

2) Colesterol e obesidade

Altos índices de colesterol e obesidade podem representar um risco para o câncer de mama, pois a produção de estrógeno é amplificada quando há mais disponibilidade de gordura.

3) Histórico familiar

Se há casos de câncer de mama em parentes de primeiro, segundo e até terceiro grau, recomenda-se uma atenção extra para o possível surgimento de sintomas.

4) Lesões

Quaisquer lesões ocorridas na mama devem ser tratadas e acompanhadas com o devido cuidado, incluindo cistos e calcificações, mesmo que benignos, pois essas lesões podem aumentar o risco de câncer de mama.

5) Reposição hormonal e menopausa tardia

Mulheres que naturalmente demoram para entrar na menopausa ou que passam por tratamentos de reposição hormonal (muitas vezes para diminuir os sintomas da menopausa) podem aumentar o risco de desenvolver câncer de mama. Isso ocorre porque quando o hormônio estrógeno, em grande quantidade, atua no organismo, acaba agindo como facilitador para o crescimento irregular de células mamárias.

 

Detecção de sintomas e prevenção

Tão importante quanto estar ciente da doença é saber a quais sintomas estar atento(a) e como se prevenir, a começar pelos exames preventivos (mamografia, ressonância magnética, ecografia etc.) que devem ser realizados, especialmente quando se entra na faixa etária em que o risco é maior.

Também é importante lembrar que, nos estágios iniciais de tumores da mama, na maioria dos casos não há sintomas, o que reforça a necessidade dos exames.

No mais, há também algumas autoavaliações e fatores aos quais a pessoa precisa estar atenta. Por exemplo: tumores perceptíveis ao toque – quando estes podem ser percebidos dessa forma, significa que já estão em um estágio mais avançado; pele vermelha, inchada, com sensação de calor; mudanças no formato dos mamilos e mamas; nódulos nas axilas; secreção escura sendo expelida pelos mamilos; enrugamento da pele; feridas abertas.

 

Recomendações e práticas saudáveis

Ainda falando sobre o quesito prevenção, a forma mais prática de se abordar esse assunto é pensando em qualidade de vida e saúde.

Pré-disposições genéticas à parte, é possível, sim, reduzir as chances de incidência do câncer de mama com algumas medidas a serem aplicadas no seu dia a dia. Para mulheres, em especial, a estabilidade hormonal é um ponto crucial para o bem-estar físico e mental.

Confira algumas recomendações:

1) Nutrição: muito se fala sobre alimentação saudável e equilibrada, mas poucos sabem o que isso realmente significa e como colocar em prática. Por isso, esqueça as “dietas da moda” e busque informação qualificada. Se possível, conte com o auxílio de um nutricionista.

2) Exercícios: muitos reclamam da falta de tempo ou vontade para iniciar exercícios físicos. No entanto, a solução para a maioria das pessoas é o planejamento e o comprometimento em simplesmente começar. Se ir à academia 5 vezes na semana parece uma tarefa impossível, comece devagar, fazendo 2 ou 3 caminhadas de 30 minutos por semana, e vá incrementando sua rotina de exercícios aos poucos.

3) Estresse: vivemos em uma época na qual estar sob estresse é visto como condição normal – mas não é. O que parece algo que apenas nos causa incômodo e cansaço, na realidade, age de maneira bastante negativa em nosso organismo, aumentando nosso risco de sofrer uma série de doenças. Para reduzi-lo, vale tudo: fazer coisas de que se gosta, reservar um tempo para relaxar ou para o lazer, tentar encarar os problemas do dia a dia com menos preocupação etc.

4) Acompanhamento médico: não poderíamos deixar de citar o acompanhamento médico como uma prática que visa a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida. Poder contar com profissionais da saúde para lhe dar orientações e ajudar a prevenir certos quadros também auxilia, direta ou indiretamente, na prevenção do câncer de mama. Na dúvida, não hesite em procurar ajuda profissional, pois a sua saúde vale essa atenção.

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